Liliane Brito

A VIDA DIVINA



O ESTADO TRIPLO DA SUPRAMENTE


"Começamos com a asserção de que toda existência é um único Ser cuja natureza essencial é Consciência, uma Consciência cuja natureza ativa é Força ou Vontade, e esse Ser é Deleite, essa Consciência é Deleite, essa Força ou Vontade é Deleite. Eterna e inalienável Beatitude de Existência, Beatitude de Consciência, Beatitude de Força ou Vontade, seja concentrada em si mesma e em repouso, seja ativa e criadora, isso é Deus e isso é nós mesmos em nosso ser essencial, nosso ser não fenomênico. Concentrada em si mesma, ela possui, ou melhor, ela é Beatitude essencial, eterna, inalienável; ativa e criadora, ela possui, ou melhor, torna-se o deleite do jogo da existência, do jogo da consciência, do jogo da força e vontade. Esse jogo é o universo e esse deleite é a única causa, o único motivo e objeto da existência cósmica. A Consciência Divina possui esse jogo e esse deleite eterna e alienavelmente; nosso ser essencial, nosso self real que nos é encoberto pelo self falso ou ego mental, frui também, terna e alienavelmente, desse jogo e desse deleite e não pode, na verdade, fazer de outro modo, visto que é um em seu ser com a Consciência Divina. Então, se aspirarmos a uma vida divina, não poderemos alcançá-la de nenhum outro modo senão pela revelação desse self velado em nó, pela elevação de nossa condição atual no self falso ou ego mental a um estado superior no self verdadeiro, o Atman; de nenhum outro modo senão entrando nesse unidade com a Consciência divina, da qual algo de supraconsciente em nós sempre frui – de outro modo não poderíamos existir -, mas que nossa mentalidade consciente omitiu.

[...] O elo intermediário existe. Nós o chamamos de Supramente ou Consciência-Verdade, porque é um princípio superior à mente e existe, age e prossegue na verdade e unidade fundamental das coisas, e não como a mente em suas aparências e divisões fenomênicas. A existência da supramente é uma necessidade lógica que surge diretamente da posição de onde começamos. Pois em si mesmo Satchidananda deve ser um absoluto, sem espaço e sem tempo, de existência consciente que é a beatitude; mas o mundo, ao contrário, é uma extensão no Tempo e Espaço e um movimento, uma elaboração, um desenvolvimento de relações e possibilidades pela causalidade – ou o que nos aparece assim – no Tempo e Espaço.

[...] Consciência e Força são os aspectos gêmeos essenciais do puro Poder da existência; Consciência e Vontade devem, portanto, ser a forma que esse Poder assume quando cria um mundo de relações na extensão de Tempo e Espaço". (SRI AUROBINDO, 1940, p. 149 - 151)


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